Arquitetura hospitalar: projetos humanizados para promover o bem-estar

O espaço físico de um hospital pode ser considerado um dos responsáveis pela manutenção do bem-estar das pessoas que nele transitam, em especial pacientes e familiares. Neste sentido, citando o filósofo Michel Foucalt, podemos dizer que “a arquitetura hospitalar é um instrumento de cura de mesmo estatuto que um regime alimentar, uma sangria ou um gesto médico”.

Sabemos que o lugar não pode eliminar o sofrimento de quem está em tratamento, mas ao mesmo tempo podemos dizer que um ambiente mais humanizado pode sim contribuir muito para o aumento da qualidade de vida, tanto dos profissionais envolvidos, quanto dos pacientes e entes queridos. Nosso objetivo com este material é mostrar de que forma os projetos de arquitetura hospitalar humanizada pode impactar nesse processo de melhora ou cura.

O que é arquitetura hospitalar?

Para começarmos a entender a importância deste trabalho, é fundamental compreendermos o que caracteriza a arquitetura hospitalar. Trabalhar um projeto com base neste conceito significa pensar espaços que ofereçam mais conforto e tecnologia para o bem-estar de todos os usuários.

Isso significa ter um projeto que seja compatível com as necessidades das pessoas – ou seja, o tratamento – sem esquecer do conforto que é fundamental para o processo de recuperação.

Diferente dos projetos convencionais, que via de regra priorizam apenas a funcionalidade do espaço, a opção humanizada tem como prioridade o usuário, e não apenas a função que deve ser exercida pelo espaço.

Qual o impacto de um projeto humanizado para quem utiliza o espaço?

Hospitais são espaços conhecidos como locais de doença, não de saúde, e este fator por si só já é suficiente para agravar ainda mais as condições físicas dos pacientes. Projetos humanizados, portanto, vem justamente para aliviar a angústia não só de quem está em tratamento, mas também dos acompanhantes.

Projetos com o tratamento acústico adequado podem ajudar a reduzir a ansiedade e a pressão arterial, por exemplo. Com isso os pacientes podem precisar de menos doses de remédios fortes para dor, o que influencia diretamente em sua recuperação física e emocional.

Contribuir para o bem-estar das pessoas impactadas pelos projetos de nossos clientes é o nosso compromisso quando falamos sobre arquitetura hospitalar. Condições que proporcionamos para melhoria na qualidade de vida de pacientes, familiares, e porque não também de médicos e profissionais da saúde em geral.

Cobertura do hall dos cinemas do Shopping Müeller

PIRÂMIDE DE VIDRO

Com 16 metros de altura , a pirâmide de vidro projetada para a cobertura da nova área do Shopping Müeller, em Curitiba, tem pilares inclinados de transição, que distribuem esforços para quatro colunas de sustentação, revestidas com chapas de aço inoxidável.
Com a implantação de oito salas de cinema e novas áreas de lazer, o shopping Center Müeller, o primeiro a ser inaugurado na capital paranaense, na década de 1980, insere-se no padrão dos novos centros de compras que privilegiam a entrada de luz natural através de coberturas envidraçadas, oferecem amplos espaços destinados a eventos e salas de exibição de filmes no formato multiplex.
O projeto de criação dos cinemas teve como base um plano de expansão cujo principal condicionante era o edifício ser um patrimônio histórico , sem capacidade de expansão na área construída.
A solução encontrada pelo arquiteto Adolfo Sakaguti foi desativar o estacionamento, localizado no piso G3, para a implantação das salas e construir um edifício-garagem, para suprir e aumentar o número de vagas. Os dois prédios são interligados por uma passarela panorâmica .
Projetadas pela Entarco, as salas da rede Cinemark (que chegou ao Brasil em 1997) atendem a 2 224 espectadores. Para o desenvolvimento do projeto, o arquiteto considerou limites rígidos de área e volumetria, uma vez que a instalação dos novos espaços significou aumento da carga estrutural. Após a avaliação de fundações e estrutura do andar, para verificação de sobrecargas adicionais, foram definidas as intervenções e os reforços das vigas, através de cabos de proteção externos.
Estrutura da cobertura
Transformado no centro de entretenimento do shopping center, o antigo andar de estacionamento passou a abrigar as salas e o hall do cinema, lojas, foyer e um lounge, totalizando 8930 metros quadrados construídos . Uma cobertura zenital, composta por uma pirâmide com prolongamentos longitudinal e transversal, permite a entrada de luz natural até o subsolo, além de marcar os acessos centrais do pavimento de lazer.
Instalados sobre o foyer, os prolongamentos longitudinal e transversal da cobertura têm origem na segunda base da pirâmide. A faixa de vidro no sentido longitudinal tem 38,24 metros de comprimento por 4,38 metros de largura; transversalmente, ela apresenta 12,88 metros de comprimento por 4,48 metros de largura. Nesses elementos, a estrutura metálica curva , concebida com perfis T produzidos com aço ASTM A36, recebeu vidros facetados laminados refletivos de 14 milímetros, na cor prata.
Para a instalação dos vidros foi prevista uma estrutura secundária de alumínio . Sobre ela foram instalados caixilhos produzidos com perfis de alumínio com pintura eletrostática na cor branca, dispondo de sistema de encaixes e fixações para garantir a estanqueidade do conjunto. Os vidros foram colados com silicone structural glazing 3-017 e a vedação externa dos cantos feita com silicone de cura neutra.
Pórtico metálico
Instalada em vão de 16 metros, a cobertura projetada pela Plancton é um pórtico metálico composto por quatro colunas de sustentação, quatro pilares inclinados e uma estrutura curva que vence o vão. Os pilares inclinados , que formam os vértices da pirâmide, efetuam a transição das cargas para as colunas. O pórtico metálico foi fabricado com perfis de aço ASTM A36, com acabamento epóxi na cor branca.
Produzidos com uma seção composta por perfis T e circular, os pilares de transição recebem esforços da pirâmide e os distribuem para as colunas de sustentação, que redistribuem as cargas para a estrutura do prédio. Fabricadas com perfis H, as colunas foram revestidas com chapas de aço inoxidável escovado . No processo de calandragem, as chapas foram divididas em dois semicilindros para facilitar a montagem e, depois, fixadas na estrutura metálica da coluna.
Pilares com junções articuladas tanto na parte superior como na inferior facilitaram a montagem da pirâmide.
“Na parte inferior, os pilares inclinados são fixados através de engastes soldados nas colunas. Na superior, onde eles se aproximam para começar a formar a ponta da pirâmide, foi adotada uma peça rígida metálica – um anel quadrado de compressão -, instalada a um metro da ponta da pirâmide. Com 2,25 metros quadrados, o anel de compressão tem a função de aproximar e unir os pilares. Para dar acabamento à ponta da pirâmide, desenvolveu-se um elemento de fechamento externo com 1,50 metro de altura que se sobrepõe ao anel”, explicam os engenheiros Luiz Perez Filho e Carlos Masayuki Harima, da Plancton.
fechamento externo , feito com painel de alumínio composto, está sobreposto e fixado no anel de compressão.

Texto de Gilmara Gelinski | Publicada originalmente em Finestra na Edição 39

https://arcoweb.com.br/finestra/arquitetura/adolfo-sakaguti-arquitetos-cobertura-do-13-01-2005

Passarela com esteiras rolantes do Shopping Mueller

UMA PASSARELA HI-TECH
SOBRE CURITIBA

Agora, mais uma vez a história se repete, com a inauguração da primeira passarela suspensa com esteiras rolantes construída no país, um elemento futurista a compor a arquitetura do Shopping Center Mueller, em Curitiba.

A passarela suspensa faz parte de um plano de expansão do shopping elaborado para inserir em suas instalações o conceito multiplex de exibição de filmes – formato que chegou ao Brasil em 1997 e associa variedade de ofertas, conforto e segurança a um complexo de salas. A novidade foi a forma encontrada pelo estabelecimento para atender a antiga solicitação de seus clientes, além de manter e atrair novos consumidores, uma vez que Curitiba ganhará dois novos pólos de compras, o Barigüi Park Shopping e o Jockey Shopping.

As oito salas de cinema da rede Cinemark atenderão 2 224 telespectadores e têm inauguração prevista para janeiro de 2004. Para a implantação das salas foram consideradas duas condicionantes. Por ser um monumento histórico da cidade, o prédio não tem capacidade de expansão na área edificada. A solução encontrada pelo arquiteto Adolfo Sakaguti foi desativar o estacionamento, localizado no piso G3, para construção das salas, erguer um edifício-garagem que suprisse e aumentasse o número de vagas e interligar os espaços através de uma passarela.

Localizada a uma quadra do centro histórico de Curitiba, a área do shopping é patrimônio tombado na categoria unidades de interesse de preservação (UIPs) da cidade. Para as UIPs, monitoradas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), são prescritas algumas regras de restauro, e uma delas é que as interferências construtivas não imitem a arquitetura do prédio, devendo haver contraposição arquitetônica. Nesse caso, o contraponto entre os séculos 19 e 21 se revela por meio de linhas futuristas compostas por elementos metálicos e grandes panos de vidro que revestem o edifício-garagem e a passarela suspensa.

ESTEIRAS ROLANTES

Implantada sobre a rua Mateus Leme, a passarela com estrutura metálica e vista panorâmica está suspensa a 8,50 metros do nível da rua. Apesar de sua forma cilíndrica revestida com elementos metálicos e grandes panos de vidros, ela não rouba a cena da histórica fachada do shopping, mas se faz presente na paisagem como contraponto arquitetônico.

Antes de chegar ao projeto final da passarela suspensa foram analisadas diversas hipóteses, entre elas uma via subterrânea, desconsiderada devido à infra-estrutura de águas pluviais, esgotos e eletricidade encontrada no local. O segundo passo foi a elaboração de um anteprojeto submetido ao Ippuc e enviado à Câmara Municipal. O projeto foi aprovado com base na Lei Municipal Ordinária 10 478/2002, que concede o direito de uso do espaço aéreo.

Entre os edifícios – shopping e garagem – havia um declive a ser ajustado, considerando alguns pontos: os comprimentos das rampas entre os pisos, a altura das vigas da passarela, a questão legal, custos e estratégia comercial. Para a implantação da passarela, o nível G2 foi eleito como ponto estratégico, já que, além de atender todas as premissas, dá acesso às futuras salas de cinemas, aos pisos de lojas e à praça de alimentação. Ao sair do shopping pela passarela o cliente é conduzido ao quarto piso do edifício-garagem.

Duas esteiras rolantes trabalham em sentidos opostos, para amenizar e tornar agradável o percurso dos pedestres até o shopping ou o estacionamento. As esteiras rolantes S 9500 Schindler, importadas da Áustria, têm capacidade para 6 750 passageiros por hora e velocidade de 0,500 m/s. Elas foram instaladas por uma equipe que reuniu técnicos brasileiros, austríacos e suíços.

Os módulos de tração foram içados e instalados diretamente sobre a estrutura metálica da passarela. Os componentes do corpo das esteiras foram montados separadamente sobre a passarela.

O tratamento térmico também foi um ponto relevante para o conforto do usuário. “Normalmente, em túneis o volume de ar pequeno torna o ambiente abafado, causando sensação desconfortável. Como solução, utilizamos lã de rocha na cobertura e sistema de ar condicionado. Para não haver perda de temperatura empregamos portas automáticas e construímos halls nos acessos dos edifícios, que funcionam como antecâmaras”, explica Sakaguti.

Devido à forma cilíndrica da passarela, o fechamento da cobertura se projeta para parte da lateral. A continuidade da curvatura da face externa da cobertura é interrompida, em sua área central, por um corredor técnico de 40 centímetros de profundidade, que percorre toda a extensão do tubo. A calha serve para vazão de águas pluviais e manutenção.

Texto de Gilmara Gelinski| Publicada originalmente em Finestra na Edição 33

https://arcoweb.com.br/finestra/arquitetura/adolfo-sakaguti-passarela-shopping-mueller-01-07-2003

Union Day-Hospital Curitiba

569,17 m²
Área construída:
5.876,37 m²
Equipe técnica
Arquitetura:
Adolfo Sakaguti, Celso Yabiku e Mônica Raeder; Cristiane Sakaguti (acompanhamento de obra)
Construtora:
EBR – Eugênio Reichmann
Interiores:
Karla Hartmann e Adolfo Sakaguti
Conforto ambiental:
Flowtec
Fachadas:
Box Estrela (consultoria e montagem); Metalúrgica Bunese (perfis de inox)
Elétrica e hidráulica:
Jaguarê
Estrutura metálica:
Building – Mauro Modesto (projeto); Refere (marquise); Artefatos Tempo Viver (escada principal)
Fotos:
Gilberto Abdalla Rassi

TUBOS QUE DEFINEM A FACHADA

Dedicado ao atendimento ambulatorial e a procedimentos médicos rápidos, o Union Day-Hospital, no bairro do Batel, em Curitiba, ocupa edifício com fachada definida por um volume levemente curvo , de vidro, e outro plano, revestido com granito, entremeados por uma marquise metálica.
O empreendedor da obra, o Centro de Microcirurgia Ocular de Curitiba (Cemoc), desejava uma edificação que expressasse modernidade e conceitos relacionados às atividades científicas. Inicialmente, ela abrigaria uma clínica de oftalmologia, mas durante o desenvolvimento do projeto a proposta foi ampliada para a criação de um hospital nessa área, destinado ao atendimento ambulatorial e a procedimentos médicos rápidos.
Como o terreno escolhido tinha grande testada, foi possível destacar a fachada frontal, que se transformou no ponto de identificação do Union Day-Hospital. O programa foi atendido com a criação de uma planta flexível , a que se soma o diferencial de interiores com piso decorado de granito vermelho, branco e preto, formando desenhos que demarcam os ambientes. O edifício tem estrutura de concreto com amplos vãos modulares, sem vigas, para aumentar a flexibilidade de usos e a facilidade do trânsito das instalações, através dos shafts que percorrem os pilares em forma de U.

Estrutura metálica 
Com 19,50 metros de largura por 12 metros de altura, a fachada tem um plano em curva suave, revestido por vidros no sistema structural glazing , com a estrutura de alumínio ancorada em perfis de aço carbono. As linhas horizontais são acentuadas por tubos de aço inoxidável escovado de duas polegadas. Eles são fixados por hastes de meia polegada, do mesmo material, no perfil de alumínio da caixilharia. Para contrastar com o vidro, um segundo elemento da face principal, mais sóbrio, é uma empena cega, revestida com placas de granito marrom-Bahia, fixadas com inserts metálicos de aço inoxidável.
O desenvolvimento do projeto considerou a incidência de luz solar e as proporções das áreas envidraçadas, para obtenção de conforto térmico e otimização do sistema de ar condicionado. O pano de vidro volta-se para o sul, enquanto as faces norte, leste e oeste, mais ensolaradas, têm desenho com vãos menores para os caixilhos. Os apartamentos e os consultórios receberam persianas motorizadas com palhetas de alumínio.
Os caixilhos têm vidros laminados refletivos verdes, de oito milímetros, colados em perfis de alumínio da linha Cittá Due, com pintura eletrostática na cor marrom. Para a colagem foi utilizado silicone bicomponente. Wilson Benvenutti, diretor da empresa Box Estrela, que fabricou e instalou as esquadrias, explica que para vencer o pé-direito duplo da face principal, com modulação de 1.606 x 1.504 milímetros, foi instalada estrutura de aço que tem a função de fazer o travamento da fachada, dando maior estabilidade. Os caixilhos foram colocados com presilhas nas colunas de alumínio, fixadas na viga metálica pelo sistema telescópico, com tratamento para não haver eletrólise entre esta e o alumínio.
Um pórtico revestido com granito define a entrada principal e sustenta a marquise curva de vidro laminado refletivo. Em balanço de quatro metros, ela foi fabricada com perfis tubulares de aço ASTM A570. Duas vigas principais, de 25 centímetros de diâmetro, chumbadas no pórtico de concreto, ancoram a estrutura da marquise. Para a instalação dos vidros utilizou-se estrutura secundária de aço, composta por perfis-tubos calandrados. Os vidros foram colados com silicone estrutural em perfis de alumínio.

Escada 
O acesso ao edifício conduz ao hall, no térreo, onde o pé-direito triplo permite avistar os mezaninos dos pisos superiores. Ali ganha destaque uma escada escultural com degraus em balanço, tendo entre eles pequenos furos, com microluminárias em tons âmbar e azul, que à noite decoram o ambiente e servem de balizadores. “O projeto previa uma pequena escada de um lance, com 1,50 metro de largura. Com as mudanças de utilização do edifício, as medidas foram alteradas – dois lances e degraus de 2,50 metros de largura -, para atender às normas brasileiras de rotas de fuga .
Para evitar que a escada comprometesse a visão do hall , foi concebida uma estrutura de concreto delgada, que forma uma espécie de coluna vertebral. A parte inferior dos degraus foi revestida com aço inoxidável e a superior recebeu mármore branco. Ao lado da escada, uma parede de vidro curvo temperado, do piso ao teto, receberá aplicação de película, para garantir a transparência e, ao mesmo tempo, manter a privacidade necessária às atividades internas. Do hall também se avista, no pavimento superior, o consultório principal, uma estrutura que se projeta em prisma de vidro temperado verde sobre a recepção.Paredes duplas 
Com térreo, dois pisos superiores e dois subsolos, o edifício totaliza 5.876,37 metros quadrados de área construída. Na planta dos pavimentos superiores, foi criada área de circulação periférica – por onde transitam médicos e enfermeiros – e um acesso social, para os pacientes. No térreo, as salas são reservadas para que os profissionais instalem seus consultórios e utilizem a infra-estrutura do hospital – recepção, administração, arquivos, farmácia, centro cirúrgico e apartamentos. O primeiro subsolo é destinado a vagas de carros e setores de serviços – almoxarifado, vestiário de funcionários, cisternas, depósitos, refeitórios e cozinha -, tendo ainda hall privativo para os médicos. O segundo abriga somente estacionamento.
Por questões de salubridade , o primeiro subsolo foi construído com parede dupla, uma de contenção e outra a cerca de um metro de distância, criando-se um túnel de serviços com ventilação natural permanente, através de grelhas instaladas no térreo. No hall privativo desse subsolo, as paredes têm trechos com pintura de cores marcantes, como o vermelho, e as portas em amarelo. Tons lúdicos e recursos espaciais também foram utilizados nos pavimentos dos ambulatórios. Para o piso do hall foram escolhidas pedras de mármore e granito coloridos. Nos demais locais, revestimentos vinílicos em mantas formam desenhos geométricos multicoloridos, que nunca se repetem.

Texto de Gilmara Gelinski | Publicada originalmente em Finestra na Edição 45

http://arcoweb.com.br/finestra/arquitetura/adolfo-sakaguti-arquitetos-union-day-hospital-03-08-2006

O delicioso almoço do fim de semana

O Espaço Gastronômico Franco Italiano, inaugurado na semana passada e aberto para almoço nos sábados e domingos. (Foto/ Priscilla Fiedler)

Os fins de semana estão mais saborosos. A chef Solange Trevisan Schneider está cozinhando, para matar o desejo dos tantos saudosos de seu Peccato Ristorante, que até 2004 funcionou no Batel, com muito sucesso. E para apresentar toda sua criatividade a quem sempre aprecia a boa comida.

A ideia é bem interessante. A Vinícola Franco Italiano , de Colombo, agora tem, em seu espaço, o restaurante Espaço Gastronômico Franco Italiano. Projetado pelo arquiteto Adolfo Sakaguti, o local abriga 130 pessoas em um ambiente pensado para homenagear o vinho. Imagens de vinícolas, decorações com barris, rolhas e os próprios vinhos da Vinícola Franco Italiano tornam o espaço uma verdadeira experiência enogastronômica.

O cardápio da chef Solange está baseado nas gastronomias italiana e francesa, em um buffet que muda a cada semana. No primeiro, por exemplo, na semana passada, havia, entre outras atrações, Tilápia crocanteTortelli de abóbora com manteiga de sálvia e amêndoasBallotine de frango recheado com legumesOssobuco com gremolata e também diversas saladas e sobremesas.

O Espaço Gastronômico Franco Italiano abre para almoço aos sábados e domingos, das 12h às 16h. O valor por pessoa é de R$ 55 (buffet livre, incluindo salada, pratos quentes e sobremesas). Crianças até cinco anos não pagam e até 10 anos pagam meia (R$ 27,50). Não é cobrado o serviço e as bebidas são pagas à parte. Além dos vinhos da própria Vinícola, ainda há opções de cervejas especiais, sucos e refrigerantes. Há estacionamento no local.

Vinícola Franco Italiano

Rua Rodolfo Camargo, 26 – Colombo

Fone: (41) 3621-1211

Fonte: Gazeta do povo | Blogs | Panela do Anacreon

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/panela-do-anacreon/o-delicioso-almoco-do-fim-de-semana/

Uma majestosa casa

Com arquitetura clássica e acabamentos detalhados, residência feita pela Construtora Baggio exala uma atmosfera de luxo e puro conforto

Trabalhada dentro de um estilo levemente clássico pelo arquiteto Adolfo Sakaguti, uma residência executada pela Construtora Baggio, em Curitiba (PR), tem o luxo como consequência da valorização do conforto e da funcionalidade.

Foram aproximadamente 14 meses até sua conclusão, sendo que a qualidade esteve sempre como norteadora do projeto. Um majestoso hall de entrada recebe os visitantes e seu ‘vazio’ proporciona uma integração espacial. Remetendo ao estilo clássico, os arcos criam uma dinâmica visual no corredor dos quartos. A suíte do casal é marcada por ter vários ambientes e a casa, de modo geral, possui amplos espaços, além de um elevador interno que faz a ligação entre os pavimentos.

Além de evitar espaços apertados, o projeto priorizou vistas panorâmicas. Elas foram preponderantes para as soluções de planta, pois a topografia acidentada da região favorecia esse privilégio para observação de paisagem. A residência foi construída no trecho mais alto do terreno, tendo aos fundos um bosque preservado, o qual fica estrategicamente em uma parte mais baixa, não prejudicando a insolação, nem a vista panorâmica do local.

Construída em alvenaria e concreto, a casa é marcada pelo uso de materiais nobres, como o mármore e a madeira do piso dos quartos. A fachada tem revestimento em pintura projetada, o que cria mais volume na cor. Tudo isso é valorizado pelas sacadas, portais, movimentação das paredes e o portal de entrada com colunas. “É uma casa para se aproveitar. Possui várias suítes, um confortável home theater, excelente churrasqueira, garagem ampla e uma bela vista para o parque Tingui”, afirma Marcus Paiva, gerente comercial da Construtora Baggio.

Sobre a Construtora Baggio

Com mais de 30 anos no mercado, a Construtora Baggio é especializada na construção de casas de alto padrão e imóveis corporativos personalizados, sendo referência nacional no setor. Com unidades em Curitiba (PR), Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG), atua, por meio desses escritórios, em diversas cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, mantendo o mesmo padrão de qualidade que fez da empresa uma das principais construtoras do mercado.